Medicina paliativa / Palliative medicine

Atualizado: 29 de jan.






Essa área da medicina envolve a arte de acolher e ampliar os cuidados com os pacientes, onde cabe ao médico, ouvir e cuidar não apenas da doença, mas do doente por completo, dando suporte emocional, reavaliando a vida que a medicina convencional limita, mas a paliativa vai além dos tratamentos impostos pela farmacologia, aliviando a dor e proporcionando qualidade de vida, além da bioquímica.

“A origem da palavra paliativo vem de palium que é cobertor ou manto que protege das intempéries (mau tempo)”

A britânica Dame Cicely Saunders foi pioneira, quando no início dos anos sessenta criou o conceito de “dor total”, que engloba sintomas físicos, sociais e psicológicos da doença, recebeu vários prêmios por seu trabalho humanitário ao longo da vida.

Na década de noventa, começou de forma tímida no Brasil e a própria Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), foi fundada apenas em 2005, mas só em 2012 a Associação Médica Brasileira definiu a medicina paliativa como sub especialidade médica.

Mas ainda é preciso quebrar esse tabu de que os cuidados paliativos só se devem ter com pacientes com doenças terminais, já em estado avançado, porque a medicina paliativa não é sobre a morte e sim o oposto dela.

O conceito dessa medicina se expande para além da cura física e nos poucos centros especializados, existentes, o trabalho envolve não só médicos, como enfermeiros, nutricionistas, odontologistas, psicólogos, fisioterapeutas e por aí vai...

O conjunto de práticas que visa dar assistência ao paciente, oferecendo dignidade e garantindo que cada paciente tenha vida com qualidade até o fim e viva plenamente.

A doença está catalogada nos livros de medicina, mas o sofrimento não, porém o sofrimento físico a medicina convencional trata seguindo protocolos e controlando os sintomas, mas o sofrimento emocional está em outro patamar, fora dos livros e esse é único, cada um tem o seu, por mais que a doença seja a mesma e o cuidado paliativo cuida dessa dimensão, nessa nova concepção de atendimento aos doentes, seu principal objetivo é aliviar o sofrimento e melhorar a qualidade de vida dos pacientes, dando assistência a enfermidades crônicas independente da progressão em que ela esteja, mas cujo sofrimento ameaça a continuidade da vida.

Derrubando barreiras e preconceitos, o cuidado paliativo deveria ser introduzido em qualquer diagnóstico e não só para o fim da vida, sempre que há sofrimento, um médico especializado em cuidado paliativo deveria estar preparado para curar a alma.

Esse conceito, que começou na oncologia, vem crescendo e se estendendo a todos os pacientes de doenças crônicas como diabetes, cardiopatias, mas a passos lentos, porque a maioria dos médicos, infelizmente, ainda resiste à essa prática, por ignorar a importância do quanto os pacientes se beneficiam, quando recebem esse atendimento diferenciado que dá sentido a vida e enquanto esse conceito não toma maiores proporções, vamos continuar vendo pacientes em condições desfavoráveis, sujeitos a tratamentos dolorosos, inconvenientes e que, muitas vezes, não trazem benefício nenhum, como vem acontecendo com portadores de doenças autoimunes por exemplo, o que inclui a endometriose.

O especialista nesses cuidados, está preparado para lidar com tudo, olhando as necessidades físicas, emocionais, sociais e espirituais, com isso, a medicina tem conseguido controlar doenças incuráveis, fazendo com que as pessoas vivam mais, tratando do doente e não só da doença, trazendo a consciência o sentido da vida!

Que bom seria, termos mais médicas como a Dra Ana Claudia Quintana Arantes, que se destaca nesse meio, para tratar a endometriose de forma paliativa também, já que é uma doença de inflamação crônica que causa dores incapacitantes e segundo a medicina tradicional não tem cura, é preciso conviver com o problema sim, mas não com a dor, nem a física que maltrata, nem a da alma que machuca e promovendo qualidade de vida, é possível que todas encontrem sentido e consigam enxergar no problema a grande oportunidade de melhorar, viver melhor e com dignidade!!!

Nenhuma Endometríaca deveria ouvir jamais de nenhum médico que "cólica é normal" ou "não tem o que fazer" ou ainda "você tem que se acostumar com a dor" e até mesmo "engravida que passa" é muito desumano, não acha? Assim como sempre digo que psicologia deveria ser matéria fundamental desde o colegial, porque lidamos com seres humanos diariamente, acredito que a medicina paliativa deveria ser matéria obrigatória na faculdade de medicina, porque médicos lidam com vidas o tempo todo!
31/07/2018
Ariane Steffen

This area of medicine involves the art of welcoming and expanding patient care, where it is up to the doctor, to listen and take care not only of the disease, but the patient completely, giving emotional support, reevaluating the life that conventional medicine limits, but the palliative goes beyond the treatments imposed by pharmacology, relieving pain and providing life quality, in addition to biochemistry.
“The origin of the word palliative comes from pallium which is a blanket or a coat that protects from bad weather”

The British Dame Cicely Saunders was a pioneer, when in the early sixties she created the concept of “total pain”, which encompasses physical, social, and psychological symptoms of the disease, she received several awards for her lifelong humanitarian work.

In the nineties, started shyly in Brazil and the National Academy of Palliative Care (ANCP) itself was founded only in 2005, but only in 2012 did the Brazilian Medical Association define palliative medicine as a sub-medical specialty.

But it is still necessary to break this taboo that palliative care should only be taken with terminally ill patients, already in an advanced stage, because palliative medicine is not about death, but the opposite of it.

The concept of this medicine expands beyond physical healing and in the few existing specialized centers, the work involves not only doctors, but also nurses, nutritionists, dentists, psychologists, physiotherapist and so on…

The set of practices that aims to give patient care, offering dignity and ensuring that each patient has quality life to the end and lives fully.

The disease is cataloged in the medical books, but the suffering is not, the physical suffering conventional medicine treats following protocols and controlling symptoms, but the emotional suffering is at another level, outside the books and this is unique, each one has yours, even though the disease is the same and palliative care takes care of this dimension, in this new concept of patient care, its main objective is to relive suffering and improve the patients quality of life, assisting chronic illnesses regardless of progression where she is, but whose suffering threatens the continuity of life.

Breaking down barriers and prejudices, palliative care should be introduced in any diagnosis and not only towards the end of life, whenever there is suffering, a doctor specialized in palliative care should be prepared to heal the soul.

This concept, which starts in oncology, has been growing and extending to all patients with chronic diseases such as diabetes, but at a slow pace, because most doctors, unfortunately, still resist this practice, for ignoring the importance of how much patients benefit when they receive this differentiated service that give meaning to life and as long as this concept does not take on greater proportions, we will continue to see patients in uncomfortable conditions, subject to painful, inconvenient treatments and that often do not bring any benefit, as it has been happening to patients with autoimmune diseases, for example, which includes endometriosis.

The specialist in this care, is prepared to deal with everything, looking at physical, emotional, social and spiritual needs, with this, medicine has managed to control incurable diseases, making people live longer, treating the sick and not only the disease , bringing awareness to the meaning of life!

How good would it be to have more doctors like Dr. Ana Claudia Quintana Arantes, who stands out in this, to treat endometriosis in a palliative way too, since it is a chronic inflammation disease that causes disabling pain and according to traditional medicine has no cure , it is necessary to live with the problem, yes, but not with the pain, nor the physical that mistreats, nor the soul that hurts and promoting quality of life, it is possible that everyone finds meaning and is able to see the problem as a great opportunity to improve, live better and with dignity !!!

No endometriac should ever hear from any doctor that "colic is normal" or "you have nothing to do" or "you have to get used to the pain" and even “get pregnant that helps” is very inhuman, don't you think? Just as I always say that psychology should be a fundamental subject since high school, because we deal with human beings daily, I believe that palliative medicine should be a mandatory subject in medical school, because doctors deal with lives all the time!

Tradução Pietra Steffen
04/16/2020
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