Ciclo das sementes

Atualizado: 30 de jun.


O ciclo das sementes é originário da tradicional medicina chinesa, uma prática simples e bem prática que pode ser introduzido em qualquer dieta por toda mulher que visa o equilíbrio natural dos principais hormônios femininos, o estrogênio e a progesterona, ao consumir determinadas sementes de acordo com as duas principais fases do ciclo menstrual, a fase folicular e a fase lútea, independente se há uma dominância estrogênica acontecendo ou ainda uma baixa produção de progesterona.

Fazem parte desse protocolo, quatro sementes:

- A linhaça tem um fito hormônio chamado de lignana que o próprio nome sugere ao fato de se ligar aos receptores do estrogênio que auxilia no metabolismo do mesmo, ou seja, regulando se há um excesso ou a falta dele.

- A abóbora com seu alto teor de zinco previne a conversão do estradiol em estrona, evitando seu excesso também.

- O girassol é rico em selênio e ajuda na manutenção dos níveis de progesterona.

- O gergelim rico em cálcio e de ação anti-inflamatória prepara o organismo para iniciar o ciclo seguinte sem dor e modulando o estrogênio que volta a agir na fase seguinte quando não houver a fecundação.

Porém o resultado não é imediato, mas extremamente válido a longo prazo e associado a hábitos de uma vida saudável com tudo mais que vocês já sabem que precisa para promover saúde como a prática de atividade física regular, uma ótima qualidade de sono, o controle de emoções negativas, entre eles o estresse e uma boa alimentação sem industrializados, além de associar alimentos que otimizam os resultados ao introduzir o ciclo das sementes é uma forma inteligente de manter os hormônios em equilíbrio.
O ciclo das sementes tende a melhorar a TPM, alterações do humor, ansiedade, depressão, cólicas, fertilidade, acnes, dores nos seios, inchaço, acúmulo de gordura, insônia e muito mais.

Na primeira fase do ciclo, a fase folicular, do primeiro dia do sangramento ao décimo quarto dia, consumir uma colher de sopa de semente de linhaça e uma colher de sopa de semente de abóbora.
Nessa mesma fase pode-se introduzir alimentos ricos em betacaroteno que são os amarelos e laranjas, os que são amigos do sangue e que contém ferro e ácido fólico, os tubérculos, os alimentos que promovem detox e as brássicas (chá verde, repolho, couve-flor, nabo, brócolis, cenoura, abóbora, carne vermelha, fígado, ora pro nóbis, taioba, sálvia, lentilha, aveia, inhame, beterraba, batata, etc).

Na segunda fase do ciclo, a fase lútea, a partir do décimo quinto dia da menstruação até o vigésimo oitavo, deve-se consumir uma colher de sopa de gergelim e uma colher de sopa de semente de girassol.
Durante essa fase, se alimentar com gorduras boas, alimentos ricos em cálcio, potássio, magnésio, vitamina C e B6, ajuda a manter a produção de progesterona adequada para o período e o útero (que é um músculo) a ficar mais relaxado, sem contrações indesejadas que pode provocar cólicas na fase seguinte (limão, acerola, caju, goiaba, pistache, uva com semente, melão com semente, cacau, açaí, castanhas, gema do ovo, abacate, salsão, etc).

Caso seu ciclo seja habitual e regulado em 26 dias exatos e não 28, a troca das sementes deve acontecer de 13 em 13 dias e se for de 30 dias, fará a troca de 15 em 15 e não de 14 em 14 dias, mas se o ciclo é irregular, comece no primeiro dia dele e siga fazendo a troca como o do ciclo de 28 dia pois o objetivo é regulá-lo, então mesmo que menstrue antes do dia da troca, siga firme nos 14 dias até alcançar a regularização dele.
Para quem já não menstrua mais por estar em menopausa sem ação de hormônio sintético, pode usar as fases da lua como referência, volta lá trás na memória relembre junto com um calendário lunar aberto para consultar em qual lua sua menstruação acontecia com mais frequência e use ela como referência para começar a fazer o ciclo das sementes, mas caso não tenha essas informações comece a ciclagem pela lua nova.
As sementes devem ser cruas e armazenadas em potes de vidro com boa vedação para não oxidarem aconselha-se guardar em ambiente escuro, elas podem ser torradas, trituradas ou consumidas in natura mesmo, use a criatividade na cozinha para incorporá-las no cardápio.
Existem vários estudos baseados nas sementes indicadas porém não do ciclo delas juntas, mas a eficácia se faz comprovada individualmente e ao trazê-las para consumo em conjunto resulta em grandes benefícios para organismo pelos nutrientes absorvidos. Pesquisando é possível verificar a veracidade dos bons fatores existente em cima de cada semente que compõe esse ciclo que vem sendo divulgado em outros países desde 1993 e ficou conhecido por aqui no Brasil através do trabalho da nutricionista Priscila Riciardi que divulga o protocolo da ciclagem das sementes desde 2016.

Quer comprovar? Coloque em prática já!



Use de toda informação com muita saúde e sabedoria.
Beijo no coração e abraço no cérebro